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Lagos de Covadonga

 


Finalmente conseguimos subir aos Lagos de Covadonga. Das outras duas vezes tal tarefa ficou impossibilitada devido ao nevoeiro que se adensava na subida obrigando a voltar para trás.

Os lagos distam cerca de 14 Km da localidade de Covadonga, sempre a subir, num desenho de curva e contracurva que penaliza os 30 minutos de viagem. Tivemos que o fazer de autocarro devido ao encerramento do mesmo a carros particulares. Particularidade que, condiciona o fluxo de turistas e, este ano, se iniciou mais cedo.

Os Lagos de Covadonga são três, embora só víssemos dois, o Ercina e o Enol. O Lago Bricial só permanece com água aquando do degelo, encontrando-se seco nesta altura.

Os lagos são limitados a sul por cadeias montanhosas e a norte por uma extensa pradaria, verdíssima, por onde se tem de andar com cuidado, ao caminhar, devido às manadas de vacas mansas que por ali vagueiam a pastar.






Para além dos lagos, dois outros lugares de referência e de obrigatória passagem, um é o Mirador do Príncipe das Astúrias onde se tem uma vista soberba sobre um extenso vale

e o outro são as Minas da Buferrera, encerradas em 1979, e que agora se mostram a turistas



A área dos lagos é uma zona extensa, percorrida por caminhos, que se intrincam, devidamente marcados e empedrados, que podem ser percorridos da forma que melhor se entender. Situam-se a 1.130 metros de altitude.

O trilho oficial, o PR-PNPE 2, tem cerca de 5,6 km. Nós só o seguimos parcialmente e percorremos apenas 3,8 km. Os Lagos de Covadonga é um dos locais mais procurados por turistas e, mesmo já em Junho, por cheio de gente faltou-nos o silencio que tanto apreciamos nestes lugares. Vimos o que tínhamos a ver e voltámos para baixo. Ainda assim é um sitio fantástico para se visitar. No degelo, quando não há tanta gente e o lago Bricial nos reflete a silhueta.



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